Lucas & Carol – Dia 2

DIA 2

Quando adolescente, a mãe de Lucas foi chamada para jogar handebol num clube da Itália. Ela passou a maior parte da vida lá e foi como conheceu o pai de Lucas, que era da comissão técnica do time dela.

Handebol não é um esporte lá muito conhecido no Brasil, mas Carol sabia tudo sobre tudo, porque jogava desde pequena. Foi como ela soube da existência de Lucas. Quando viu que ele jogava vôlei e fazia certo alarde nas categorias de base, não entendeu porque ele não seguiu no hand também. Pelo menos foi como ela passou a assistir o esporte e teve a oportunidade, inclusive, de curtir com lágrimas nos olhos a conquista do ouro em Atenas.

Na quarta-feira, dia seguinte ao que conhecera – de verdade – Lucas, o dia após ter dito que era a maior fã do universo da mãe dele e que ela era um gênio, o dia em que está na primeira fileira de um anfiteatro numa das maiores livrarias da cidade ouvindo o Q&A do evento de um autor que ela mesma ajudou a organizar, alguém a chama.

Surpresa, ela vê que não somente Lucas ligara pela manhã – o que já era surpreendente o suficiente -, mas estava ali, chamando-a para sair por alguns minutinhos.

– Hey! – ela o abraça. – Achei que você tivesse uma agenda lotada.

Lucas dá de ombros.

– O Carioca não é tão pesado quanto a Superliga. Além do mais, queria mostrar uma coisa pra ti.

Carol sorri e imita o sotaque dele.

– Uh, queria moXtra uma coisa pra ti… – começa, mas ele segura os ombros dela e a gira no lugar. Quando entende o que está vendo, ela coloca a mão na boca. – AI MEU DEUS!
Extasiada, ela olha de Lucas para ninguém menos que sua mãe, Bianca, a melhor jogadora brasileira de handebol de todos os tempos. Sem poder se conter, ela pula algumas vezes no lugar, tentando não gritar.

– Meu Deus! Lucas!

– Eu disse que te apresentava pra ela.

É inevitável, ela tem os olhos cheios de lágrimas. A mãe de Lucas sorri tranqüila, se divertindo com a reação da garota.

– Obrigada! – Carol murmura ao abraçar Lucas, a voz abafada por ter o rosto no peito dele. – Hm, confortável…

Ela o solta rapidamente, se vira para Bianca. Tem plena certeza de que o rosto está uma bagunça por causa das lágrimas e que sua voz está dez vezes mais estridente.

– Eu vou abraçar você, posso?

Bianca sorri e abre os braços.

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7 responses to “Lucas & Carol – Dia 2

  1. Do que os paulistas reclamam do nosso sotaque carioca? é estiloso gente hahaha
    do paulista que é feio u.u
    Nossa, pensei que a Carol ia surtar ali rs’

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