Marcela – VII

IDADE 14
Rafaela estava errada. Parcialmente. O problema das amantes não era ser um segredo (embora esse fosse um grande contra) – era ser “a outra”.
Johnny não queria namorar Marcela, ele só queria estar com ela. Extraoficialmente. E ela descobriu da pior forma que não era material de namoro.
Foi em uma passeata a favor do passe livro que ela achou tê-lo avistado em meio a multidão. Destemida, ela passou a manhã toda buscando-o com os olhos até vê-lo enroscado em outra garota – toda baixinha, petit, delicada, de longos cachos caramelados. A garota era o completo oposto de Marcela e, nos braços dele, ria e fazia pose, tocava-o como se fosse dela.
Era a tal namorada que a prima lhe alertara há muitos meses, mas que ela não via nem em fotos do facebook. (ou fingia não ver, ela não sabia de mais nada nesse ponto)
E a pior parte foi que ele a viu, sorriu e piscou como quem diz que seria vez dela em breve, como se ela fosse algum brinquedo à disposição dele.

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